O que é Burnout?

por Reinaldo Teles
burnout

Como empresário e pessoa conectada a relações interpessoais e tendo em vista que minha atividade principal está relacionada à vendas, dentro desta rotina, cada vez mais me deparo com clientes, parceiros, colaboradores e profissionais comentando sobre como andam trabalhando demais. Percebo que a vida de muitos circunda quase 100% ao redor do trabalho e, sempre que os alerto dizendo: “Olha, cuidado para não desenvolver a síndrome de Burnout”, a maioria me encara estranhamente, parecendo não entender o termo ou, até mesmo, indiferente à importância de se manter o equilíbrio entre a vida pessoal com a profissional. Então, hoje resolvi compartilhar com vocês algumas informações e dados relevantes sobre o tema.

Sabemos que muitas pessoas se gabam pelo número de reuniões, quantidades de horas trabalhadas e noites perdidas “em nome da profissão”. Isso se deve ao fato de que, durante muito tempo, esse comportamento foi atribuído como um tipo de status para valorizar posição e carreira. Felizmente, isso vem tomando novas formas e conceitos, uma vez que já está mais que comprovado que essa conduta desencadeia, gera e fomenta pessoas mais estressadas, cansadas e até doentes. Pesquisas apontam que dois (2) de cada três (3) indivíduos sofreram ou sofrem de efeitos psicológicos causados por excesso de trabalho e, geralmente os que passam por isso, faltam mais ao serviço e rendem ou produzem muito menos que os demais.

Com estes simples dados já conseguimos entender de fato (ainda que superficialmente) o que seja #burnout

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a Síndrome de Burnout como um “fenômeno ocupacional”; também conhecida como “trabalhismo” ou “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. Esse reconhecimento é importante para que os trabalhadores de todo os países tenham direito ao afastamento por doença ocupacional.

O efeito burnout não atrapalha apenas o desenvolvimento humano, mas sim o econômico e em proporções que talvez muitos desconheçam e, diante disso, tem ganhado tanto a atenção da OMS. E, por consequência, ações e políticas efetivas vêm sendo direcionadas para o assunto. 

Políticas são implementadas para neutralizar e impactar de forma positiva, porque sabemos que o trabalho não é apenas necessário para o fator econômico do pais, mas sim uma peça fundamental de identidade e socialização de cada um. Portanto, os olhares precisam estar atentos e direcionados para o tema. 

 

E você está atento para a maneira como seus colaboradores estão equilibrando a jornada de trabalho? 

É do conhecimento geral que o profissional da beleza fica sem tempo, por exemplo, de almoçar, de se hidratar e ir ao banheiro com frequência adequada, pausar o corpo e a mente… Esses detalhes podem impactar e muito na qualidade de vida do profissional e levá-lo, inclusive, a diversos problemas de saúde. Portanto, precisamos estar atentos a situações como essas para evitarmos que o Burnout se instale em nossa equipe. É de todos a responsabilidade de equilibrar o ambiente de trabalho, assim como também, promover a compreensão sobre a importância dessa harmonia para a produtividade e qualidade, tanto profissional, quanto pessoal.

Seguem alguns exemplos de como algumas empresas pelo mundo estão implementando políticas internas para ajudarem seus colaboradores. E você, que práticas anda fazendo para contribuir  com o combate ao Burnout dentro do seu negócio?

  • WeWork implementou a diretriz do ‘direito de se desconectar’, estimulando os funcionários a não responderem e-mails de trabalho depois das 19h. 
  • YRGLM implementou um esquema de férias de nove dias que ‘proíbe’ os funcionários de se comunicarem com a empresa. 
  • Na cidade chinesa de Zhuhai, as autoridades baniram o app WeChat (usado para quase tudo) depois do horário de trabalho. 

Essas podem ser mudanças triviais, mas os líderes não estão apenas implementando esses limites – eles os estão incorporando aos indicadores de desempenho das empresas (KPIs). 

Com o surgimento de limites mais claros separando a vida profissional e a vida pessoal, a economia circular deverá ganhar espaço, impulsionada pelo localismo. Do ponto de vista ambiental, menos horas de trabalho significam menos consumo de recursos. A Microsoft testou uma semana de quatro dias de trabalho e notou que a produtividade aumentou quase 40% e os custos com eletricidade foram reduzidos em 23%. Para os comunitários, esse novo ciclo (menos horas de trabalho + mais tempo em casa = mais produtividade e mais gasto do consumidor) é fundamentalmente positivo sob todos os aspectos – para as pessoas, para o planeta e para a economia. Uma pesquisa da Henley Business School, do Reino Unido, apontou que as empresas que adotaram uma semana de trabalho de quatro dias perceberam que 78% da equipe estava mais satisfeita, 70% menos estressada e 62% passou a faltar menos devido a doenças.

E você o que está fazendo para ajudar a sua equipe? Conta pra gente!

Fonte: Paula Escobar

Você pode gostar

Deixe um comentário